Previsão de demanda para varejo
Ruptura em SKU prioritário e capital de giro travado em item que não gira são o mesmo problema visto de dois lados. Os dois se resolvem com a mesma previsão.
O problema, como ele aparece na operação
Ruptura de gôndola não avisa. Ela aparece no fim do mês, quando a venda perdida já aconteceu e ninguém consegue provar o tamanho dela — porque venda que não ocorreu não deixa registro. Do outro lado do mesmo balanço, há capital parado em SKU de baixa rotação, comprado com base na média do ano passado.
A reação comum é aumentar o estoque de segurança em tudo. Isso reduz a ruptura e piora o giro, trocando um problema visível por um problema silencioso.
Como abordamos
A ordem importa, e ela é a mesma dos outros trabalhos: entender antes de propor.
- Diagnóstico. Mapeamos onde a ruptura de fato dói e onde ela é irrelevante. Nem todo SKU merece previsão: uma parte do catálogo se resolve com regra simples, e gastar modelo nela é desperdício.
- Desenho. A previsão combina sazonalidade, eventos locais e comportamento de compra por loja. Multi-loja importa: a mesma rede tem unidades com padrões que não se parecem, e tratar todas com um modelo único é onde a maioria das tentativas falha.
- Entrega. Acompanhamos até o número mudar na operação. Modelo que fica em notebook de cientista de dados não reduz ruptura nenhuma.
O resultado, num caso real
Numa rede de varejo, o sistema reduziu rupturas em pontos críticos e liberou capital travado em itens de baixa rotação:
- −32% de ruptura em SKUs prioritários
- +18% de giro de estoque
Os dois números são da mesma implementação, medidos contra a operação anterior. É por isso que insistimos em critério de aceitação combinado antes de começar: sem linha de base, não existe resultado, existe opinião.
O que este trabalho não faz
Um piloto validado não é um produto pronto para produção. Ele prova que a abordagem funciona no seu dado e no seu processo, com critério de aceitação combinado antes de começar. Colocar em produção com a robustez, o monitoramento e o suporte que uma operação crítica exige é uma fase seguinte, com escopo e custo próprios.
Dizemos isso na proposta comercial e repetimos aqui porque a diferença entre as duas coisas é a origem da maior parte da frustração com projetos de IA.
Veja também
- Frente de trabalhoManutenção preditiva na indústria
- ERP · CRM · GISCenturi
Sua rede tem ruptura que não fecha?
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